25 de novembro de 2011

Meu Pai me ensinou a fórmula da felicidade


Não me lembro muito bem, em qual trecho de uma das muitas viagens que fiz com meu pai, e nem porque o meu pai puxou o assunto sobre a felicidade. Só me recordo que depois de discursar um tempão sobre o tema, sim, o meu pai era muito prolixo e muito dado aos discursos, finalmente ele resumiu tudo em uma única frase: “Felicidade é tomar um banho gostoso, quando se está com muito calor!”. Com isso ele selou de vez em mim, a idéia de que a felicidade não é coisa de outro mundo, nem é o fim da história (“... e foram felizes para sempre”).

A felicidade está nas coisas mais simples e quotidianas, basta abrir os olhos para estas pequenas pílulas diárias e saber que no balanço do dia, da semana, do mês, alcançamos a felicidade várias vezes durante a vida.

Viver amargurado e triste é sim uma opção. Pois a felicidade pode estar em tirar os sapatos apertados, em encontrar aquele chocolate que nem lembrava ter escondido, em comer o seu prato favorito, estar entre amigos, ouvir uma música que te faz querer cantar junto, em sentir o cheiro da chuva, em um dar beijo, ganhar um abraço ... Ser feliz é simples, ponto!

Para mim, por muito tempo pude definir a felicidade em comer um “sonho de valsa” curtindo camada a camada. Até hoje acho um ultraje enfiar o bombom todo na boca de uma vez, ou comê-lo em duas mordidas. A curtição é comer primeiro todo o chocolate, depois só a casquinha (que agora com a nova embalagem não fica mais murcha), e por fim a massinha de amendoim. Confesso que acabei transferindo essa técnica também para a degustação do “ferrero rocher”, o que torna o recheio com nutella e avelã o ápice da gostosura.

Enfim, a vida deve ser vivida em cada uma de suas camadas, não há como viver todas de uma vez, nem deixar de vivê-las. Mas é preciso reconhecer que a felicidade está conosco sempre, basta prestar atenção em nossas próprias vidas.

Cuidado! Após ler esse texto, você pode sentir um desejo inexplicável de experimentar comer um “sonho de valsa” ou um “ferrero”, camada a camada! Não se acanhe, COMA!

E, caso não se sinta tão feliz como eu me sinto nesse processo, procure saber então, QUAL É A SUA PEQUENA FELICIDADE, e divirta-se! 

Porque não há uma fórmula para ser feliz ... mas há várias FORMAS de sê-lo!

25/11/2011 – 8 anos sem você Pai ... Saudades!

14 de novembro de 2011

Um minuto de protesto! É tudo o que me é permitido.

Acho que já falei em algum momento neste blog, que ser mãe e mulher hoje em dia não é fácil ... Nunca achei mesmo que fosse fácil, mas há momentos em que é tão difícil, mas tão difícil, que dá vontade de colocar em prática a velha música “Vamos fugir? Deste lugar!”
Só que a parte que fala: “para onde quer que você vá ...”, você pensa ... “para qualquer bem longe, menos o lugar que todo mundo está!”
E olha que ultimamente tenho achado que ser mãe, não é a parte mais complicada. Porque o complicado mesmo é tentar compreender o mundo, e esse ... esse roda sem te esperar!
Ou seja, enquanto você está tentando conciliar as funções de mãe, mulher e profissional ao mesmo tempo, o mundo gira à sua volta e você não enxerga que o morro da Rocinha foi ocupado pela PM, que a Grécia está em crise, que aliás, a Europa toda, mais os EUA estão em crise! Que você mesma está em crise ... É isso mesmo, não há tempo para pensar! Não há tempo para formular pensamentos críticos! Não há tempo para “ser inteligente e culta como você costumava ser”, bem como não há como você ser atenciosa e acessível como costumava ser!
E tenta voltar a ser? Aí não vem o mundo, vem aqueles mais próximos, marido, amigos, parentes ... Todos lhe cobrando um pouco do seu tempo, tempo que você gostaria de ter ... só para você!
Há quanto tempo não leio um livro? Não lembro! Há quanto tempo não escrevo um texto científico? Não lembro! Há quanto tempo não faço uma massagem relaxante? Também não lembro ... Há quanto tempo o meu tempo é só meu? Não lembro, não lembro, não lembro!
Quanto tempo? Não tenho tempo! E quem disse, que o tempo é você quem faz ... deve ter sido homem! Unf! Homens e suas objetividades óbvias!
Deu pra ver né? Revoltei! Mas a revolta só pode durar um minuto ... Afinal, também não há tempo para revoltas, já me conformei!
Status atual: “Sonhando com o tempo em que as minhas preocupações eram só sobre mim mesma!”

14 de setembro de 2011

Sobre mudanças e reformas ...

Nestas últimas semanas resolvemos reformar a casa.

É interessante como a bagunça, o empurra-empurra dos móveis, a sujeira, tudo faz com que você, obrigatoriamente, também entre em reforma.

Pensei em como minha vida mudou nos últimos dois anos, em como o casamento e a Maria Luiza me trouxeram novas prioridades, que transformaram as minhas próprias prioridades em "secundariedades".

É bom ter o filho como prioridade? Sim, em 99,9% das vezes é uma delícia ... mas nunca, nunca sentir-se cerceada do direito de pensar primeiro em você seria crime? Crime não é ... Mas, seria imoral? Seria contra o que toda a mãe deve ser? Seria contra o que todos esperam de você?

A reforma primeira que toda mulher que vira mãe faz é nessa escala de prioridades: "Os filhos e a família em primeiro lugar!" - Esse é o lema da boa mãe e da boa esposa, mas será que em nenhum momento as outras mães do mundo pensam: "Hoje eu quero ficar sozinha e pensar só em mim!?!"

Eu confesso ... eu já pensei! Pensei em toda a liberdade que eu tinha, em todas as coisas que eu podia fazer sem pensar em mais ninguém, em todas as coisas que eu não poderia mais fazer, e em todas as coisas que eu gostaria de fazer, mas ... agora tenho outras prioridades.

Sim, confesso também que pensei em reformar novamente as prioridades e falar francamente: "Maria Luiza, te vira! Já tens um ano e meio e já está na hora de você viver a sua própria vida!" ... Mas achei que ainda era um pouco cedo para isso ...

Todas as boas mães vão me crucificar? Ou será que fazendo um estudo estatístico para saber entre quais níveis de sanidade pode uma mãe variar, seria possível detectar que mais de uma entre dez mães, em algum momento, sentem-se da mesma forma? Será que a minha mãe já pensou assim????

O mais engraçado é que isso não diminui meu amor pela Malu, mas apenas, (talvez por um efeito colateral do desmame) eu esteja querendo ficar independente dela ...

Enfim, como é difícil encarar as mudanças! ... ai meu Deus! ... Onde vou colocar o sofá???

3 de setembro de 2011

Sobre o meu desmame ...


Comunico a todos que, desde o último dia 24 de agosto, estou me desmamando da Malu.
O processo é esse mesmo. Eu, me desmamando da Maria Luiza.
O ato de amamentar me alimentava a alma, me enchia de todo o orgulho que uma vaca leiteira poderia ter ao saber-se nutriz de sua cria.
Estou sofrendo de saudades dos olhinhos dela me olhando apaixonadamente lá de baixo, as mãozinhas sobre o peito num carinho de vai e vem dos dedinhos e o calorzinho de seus pezinhos no meu corpo.  E o barulhinho do chups-chups! Minha linda bezerrinha, foi um ano e meio de muito chamego e leite, leite, leite ...
Eu mamava essa troca de amor todinha! E já era totalmente dependente desse leitinho que ela me dava, acho que a dependência era mais minha do que dela ... não acho, tenho certeza!
Mas, e como fazer com que ela saiba que eu ainda a amo muito? Apesar de passar a negar a primeira coisa que dei: o aconchego do meu peito... Bom, eu acho que toda mãe tem o seu jeitinho especial de permanecer no coração de seus rebentos, o meu ... a Maria Luiza sabe qual é, e o nosso amor continua igual ... e crescendo!
E todas as vezes que ela me olha faceira e pede: “Qué mamá!”, me dá um aperto no coração e quase volto a mamar ... mas permaneço forte no meu desmame. Preciso desmamar para que possa deixá-la crescer. Para que ela fique independente. Para que ela saiba que existe todo um mundo lá fora além de mim (existe? Ahhhh ... que pena!).

22 de agosto de 2011

Toda Mãe tem pai ...

“Hoje entendo bem meu pai.
Um homem precisa viajar.
Por sua conta, não por meio de histórias, imagens, livros ou TV.
Precisa viajar por si, com seus olhos e pés, para entender o que é seu.
Para um dia plantar as suas próprias árvores e dar-lhes valor.
Conhecer o frio para desfrutar o calor. E o oposto.
Sentir a distância e o desabrigo para estar bem sob o próprio teto.
Um homem precisa viajar para lugares que não conhece para quebrar essa arrogância que nos faz ver o mundo como o imaginamos, e não simplesmente como é ou pode ser.
Que nos faz professores e doutores do que não vimos, quando deveríamos ser alunos, e simplesmente ir ver.”  

Amir Klink

19 de agosto de 2011

“O GRITO DA MÃE TIGRE”, E PORQUE EU GRITO TAMBÉM!



Já não era sem tempo.

Eu tinha que fazer uma resenha sobre o livro: "O Grito da Mãe Tigre", da sino-americana Amy Chua que também é professora de direito da Universidade de Standford (EUA), além de editora da revista de direito da mesma faculdade. Então, tirando o fato de que chineses e japoneses não se dão muito bem, a identificação foi imediata!

O livro nada mais é do que um relato de como ela educou até o momento suas duas filhas, hoje adolescentes. Ou seja, da tenra infância até o período mais crítico do ser humano, o que ela fez como mãe para educar à sua maneira (chinesa) suas filhas.

Esse relato, passa principalmente pela certeza de que, a metodologia educacional aprendida com seus pais chineses, está mais certa, do que as regras "ocidentais" de criação dos filhos.

Tá certo que fiquei meio chocada quando ela relatou que, toda contente chamou os pais para estarem presentes numa premiação de melhor aluno da escola, onde ela mesma receberia o troféu de segundo lugar e o pai a teria reprovado veementemente, afirmando que jamais tinha passado uma vergonha tão grande quanto aquela: a de não ter a filha dele em primeiro lugar. Mas tudo bem, a minha mãe mesmo, já me disse um dia que eu era uma “zero-à-esquerda”, e isso dito, ela me fez pensar na minha própria vida e o quanto eu estava estagnada “me achando o máximo”, numa tal comodidade ilusória de que a minha vida já estaria "resolvida". Foi aí que resolvi mudar tudo, e vim parar em Porto Velho! (O resto dessa história eu conto outro dia ...)

Mas a educação chinesa, eu diria, a educação oriental exige isso mesmo da criança. Ou você se esforça para ser o melhor, ou você não se esforçou o suficiente. Assim, somos educados a conhecer que nossos limites, só se tornam grandes obstáculos se não houver esforço suficiente (ou vontade), para que essa situação mude (eu tb fui educada assim, principalmente pela minha avó materna).

Portanto, ter dificuldade em aprender matemática, por exemplo, deve ser ultrapassada no sentido de 1) prestar mais atenção nas aulas; 2) ter aulas de reforço; 3) repetir (MUITO) os exercícios em casa, ou como dizia meu pai: "Até aprender!". Já a autora, que não conversou com o meu pai (graças a Deus!), diz que em matemática, nossos filhos devem estar no mínimo, dois tópicos à frente dos demais colegas.

Seguindo essa regra, eu tinha um caderno para conjugar os verbos irregulares, um caderno de caligrafia e um caderno de problemas matemáticos. TODOS, supervisionados não pela escola, mas pelo meu pai.

Nunca fui A melhor da sala (o meu pai não era TÃO exigente assim), mas as minhas dificuldades como aluna eram MUITO minimizadas pelo acompanhamento que tinha em casa. E as dificuldades, encaradas como desafios a serem resolvidos com a ajuda dos meus pais.

Além desses aspectos escolares, que eu poderia ficar contando em vários episódios, a gente também não tinha "vontade própria", ou seja, verdadeiramente era aplicado em casa o sistema onde: "criança não tem vontade"! Portanto, se íamos num restaurante, por exemplo, era "coca-cola para todo mundo", "suco para todo mundo" ou "água para todo mundo", a depender da sede do meu pai. Só fui escolher minha própria bebida, na mesma mesa que meu pai quando já podia pagar por ela!

Essa severidade e rigidez no sistema de educação pais-filhos é durante todo o livro, relatado de forma tão latente que às vezes a gente se vê condenando a autora por querer extrair o máximo de suas filhas e morrendo de pena das pobres crianças. Uma estuda piano de tal forma, que se torna uma virtuose a ponto de dar um concerto no Carnegie Hall em Nova Iorque. E a outra, é "obrigada" a aprender violino e é com essa que ela trava as maiores guerras.

Mas por outro lado, ela pondera que, ao contrário dos outros pais americanos, ela acompanha pessoalmente todas as atividades das filhas. Não delegando a terceiros (escola, professores etc) as obrigações que ela acredita serem dos próprios pais (ou de um deles, no mínimo). Faz roteiros detalhados para a execução das tarefas de casa e, acredita ainda que, ao estimularmos atividades "inúteis", estaríamos perdendo tempo, que poderia ser utilizado em atividades que definiriam o sucesso profissional de nossos filhos.

Então se o seu filho é gordinho, ele nunca será um atleta de velocidade, bem como, não adianta colocá-lo na aula de ginástica olímpica. É perda de tempo.

Se, de alguma forma, você vislumbra uma qualidade física ou intelectual no seu filho, você deve estimulá-lo a ser o melhor naquela atividade. Então se ele tem dom musical, estimule-o a tocar um instrumento. Mas, segundo a autora, não vale a pena se você quiser que apenas ele toque na fanfarra da escola (existe fanfarra ainda?), mas sim, ele deve seguir os estudos até o fim, para que no mínimo seja considerado profissional naquele instrumento. Ah! Ela lembra que, músicos não ganham muito, então ... Os estudos das matérias na escola não devem ser deixados de lado!

Também alerta que, se na primeira dificuldade encontrada, apoiarmos o nosso filho a desistir. Não ensinaremos a ele que podemos ultrapassar nossos limites quando queremos. Que podemos vencer e encarar as dificuldades da vida, quando elas se apresentam. Ao tentar protegê-lo das decepções, estamos matando esse empreendedorismo e essa coragem de enfrentamento, e roubamos dele o sabor da conquista. Devemos ensinar a eles o valor da PERSISTÊNCIA.

Mas ela não é um ser insensível não ...  Não condeno a mãe tigre, por ser "tigre" e não "galinha", que protege todos sob suas asas. Ela educa suas filhas de tal forma que, não espera amor ou afeto imediatos, acredita que, com o tempo elas a compreenderão e a amarão, ainda que no HOJE, o clima seja bélico. Por isso é tigre, ela luta a todo tempo pela sobrevivência de sua ninhada. Sendo mãe tigre, ela cria as filhas para que saibam lutar pelas suas próprias “caças”, e não apenas esperar que lhes joguem o milho.

Enfim, ao ler o livro, temos que compreender que em regra os pais erram tentando acertar. Que tentamos reproduzir com nossos filhos, o modelo de educação de nossos pais (ainda que quando mais novos não concordássemos com ele), incrementando aqui e ali. E, que algumas lições podem ser copiadas da autora sim, com ou sem flexibilizações, a depender do quanto você quer ser liberal ou rígida.

Eu já sei como vou ser, a minha própria educação não me permite ser uma mãe mega blaster liberal. Sei que serei muito mais tigre do que pata, e como já disse algumas vezes nesse blog, as sequelas serão tratadas posteriormente... quando Maria Luiza puder compreender que ser mãe também implica em fazer o "trabalho sujo". Afinal, ser ruim, também é ser mãe (quem é que não se lembra de uma bronca gigante, com um riso no canto dos lábios?).

Ser mãe é endurecer, sem perder a ternura (e a beleza também). Por isso, e para que a Malu seja tigre como eu, como a minha mãe, e como a minha avó...

Eu também GRITO!

P.S. Este post é em homenagem à minha cunhada Aline, que acaba de receber a notícia de que também será mamãe! Parabéns!

7 de agosto de 2011


Desabafo ...


Nas últimas vezes em que escrevi aqui, estava aflita, triste e angustiada ...
Os motivos eram vários, desde decepções pessoais até chateações profissionais que extrapolaram a importância profissional e passaram a me chatear pessoalmente, intimamente ... me machucando de verdade.

O fato é que, nada nesse mundo é ou deve ser mais importante do que a sua saúde (física e mental) e  nada deve ser mais importante que o seu filho e a sua família (ainda que soe estranho falar que é em segundo plano, mas em se tratando de VOCÊ e ELES ... É - ou pelo menos deveria ser! kkk).

Assim, escolher por mim mesma e pelos meus interesses pessoais me trouxe um alívio, uma paz interior que somente está sendo atrapalhada com a sensação de que deveria estar fazendo MAIS COISAS... É, como sempre, e para uma workaholic como eu, volta e meia eu acho que fazer as coisas de casa não é trabalho!
Visão machista? Sim.

Mas a visão feminista diria que eu teria que ser perfeita profissional, mãe e mulher ... uma Super Mulher Maravilha, que só existe na cabeça de quem ainda não tem filhos e ainda pode queimar os sutiãs!

A minha visão, digamos pós-feminista é a de que (já que estamos no divã):

1) Não tenho que ser todas em uma, pois sempre que eu focar mais em uma atividade estarei em falta na outra.

2) Ser mãe é padecer em culpa, sempre a culpa é da mãe. Então, já aceitei que se algumas culpas deixarem sequelas psicológicas, a Maria Luiza terá que fazer análise (como a mãe) e pronto!

3) Não tenho que estar sempre me eximindo das minhas culpas com os outros (marido, filhos, chefes e doadores de pitacos). Aceite a culpa! (eu ainda estou trabalhando fortemente nisso).

Eu ainda teria outros pontos, onde a mulher não precisa ser a "melhor mãe do mundo" ou a "esposa nota 10" ou quaisquer outros títulos que vendem estampados em almofadas. Mas vou resumir na ideia de que toda mulher deveria aceitar que, nem todo mundo nasceu para ser mãe, nem todo mundo nasceu para ser esposa, nem todo mundo nasceu para ser chefe e nem todo mundo nasceu para ser tudo isso ao mesmo tempo!


Assim, depois de sofrer intelectualmente por dias, até chegar nessas conclusões ... é um alívio compreender que, ser imperfeita e inacabada é totalmente normal.

Tem dia que eu sou uma mãe meia boca, tem dia que sou uma esposa meia boca e tem dia que no meu trabalho sou beeeem meia boca! Mas em compensação, há dias em que ou SUPER, mas sempre só UMA COISA!

UFA!!!


Em homenagem à minha leitora (será a única?) mais fiel: Ariane, volto a escrever neste blog.

29 de março de 2011

Mãe também fica triste ...

Ando triste.
Não sei bem ao certo o porquê. Mas estou triste.
Não que esteja enfrentando problemas, ou que a vida profissional não ande bem ...
Tudo está bem.
Mas as coisas e os fatos que me cercam, andam me deixando triste ...
Estou triste porque as pessoas estão cada dia mais intolerantes.
Estou triste porque os filhos não respeitam mais os pais, os avós ... ou qualquer outra pessoa mais velha.
Estou triste porque tem gente que não tem coragem de continuar vivendo.
Estou triste porque tem gente que só faz o mal, e está por aí, com cara de que está tudo bem.
Estou triste por mim, e pelo resto do mundo ...

E a única coisa que me faz sorrir no momento, é o sorriso banguela da minha pequena... e a cara de "onde está o chocolate?" do meu gordinho ... Nada mais, só!

25 de março de 2011

Sobre a malvadeza inata ...

Tem gente que sente prazer em fazer maldade. Em provocar o outro até o limite da urbanidade ...
E quando essa pessoa, ainda é uma criança?
É possível acreditar que uma criança ainda na sua infância manifeste a sua maldade?
Não sou psicóloga (sempre quis sê-lo), mas no meu entendimento o caráter do indivíduo é construído aos poucos, mas a sua índole já é ruim ou boa, desde a sua concepção.
Soa meio lambrosiano demais, mas é isso mesmo.
Eu, segrego mesmo as crianças ruins ... a mim, só interessam as boas de coração, as que os olhos brilham de emoção, as que sorriem com os olhos e as que inspiram total confiança.
As criancinhas ruins que me desculpem, mas parafraseando Vinícius de Moraes, a inocência da infância é fundamental!

#mãeconsternadaporoutramãe

15 de março de 2011

Tem mãe que não se enxerga!

Deus me livre de ser uma mãe controladora ...
Deus me livre de ser uma mãe controladora ...
Deus me livre de ser uma mãe controladora ...

Que eu consiga dar amor e segurança, sem armas cravadas nos dentes em defesa de uma pobre criatura, pequenina, pura, ingênua e indefesa ... de 17 anos de idade!!!!

... Ah! Se a minha orelha falasse!!!!

Mãe ocupada

Puxa vida!
Ninguém me explicou que essa história de ser mãe moderna, implicava em ter que trabalhar (árduamente) e deixar a filha doente em casa ...

Perdi!
Quando estou no trabalho, penso na bebê em casa com febre, mas ... pasmem: quando estou em casa, só penso no trabalho a fazer na Coordenação.

A criança!
Fica bem ... eu é que me esfrangalho em divisões morais e culpas enraizadas pela criação do meu próprio caráter.

Marido?!?
Nessa altura do campeonato, o pobre do marido nem existe!
Coitado, é relegado às migalhas do pouco tempo que sobra entre tomar banho, escovar dentes e me alimentar (não propriamente digo que faço tudo isso como gostaria, pois o banho poderia ser mais demorado, o fio dental melhor passado e a comida mastigada 20 vezes, como manda a nutricionista).

E, eu?
Bem, eu continuo trabalhando. Pensando na Malu em casa ... sozinha, sem a mãe desnaturada por perto!
Mea culpa, mea culpa, mea maxima culpa!